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História:
Vai gostar de doce
assim na...
Enviada por: Cid
Olímpio
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A nossa turma era levada.
Muito menino cheio de estripulias.
Eu, Vandão de Nestor, Washington
Sabino, Mádson, Jordão,
Paulo do Sargento, Nanô,
Marquinhos de Manu, Tonhão,
Liberato, Cícero, Tico,
César (irmão de Tico, hoje,
Da Mata) e tantos outros
garotos de uma época nobre
o deliciosa de Montalvânia.
Tomávamos, todo santo dia,
banho do Cochá, brincávamos
de bang-bang nas ruas, jogávamos
futebol no campão, na quadra
do Clube Camponês, bolinha
de gude em tudo quanto é
canto e, nos finais de ano,
íamos seguindo os violeiros
nas folias de Reis. Aí é
que está o cerne de nossa
história (com agá porque
é verdadeira). Dentre esses
e mais os \"tantos outros\"
havia um colega, o qual
chamá-lo-ei de Luizinho
e dar-lhe-ei filiação de
D. Izaura. Pois, ora, pois.
Luizinho era, de nós, o
mais levado e sem-vergonha.
Em toda e qualquer festa,
era o primeiro a enfiar
a mão nos quitutes oferecidos.
D. Izaura tinha muita vergonha
do \"maleducado\" (assim
mesmo, com erro de português
e tudo). Dias daqueles,
festa de Santos Reis na
Vila Nova, casa de seu Jerônimo
Baixinho, a viola comia
solta. É claro, D. Izaura
e seu filhote estavam presentes.
Ela, anteriormente, na saída
de casa, advertiu severamente
ao pimpolho de que Ele só
aceitaria qualquer guloseima
que Ela confirmasse. Ainda,
disse-lhe que não aguentaria
do moleque qualquer descompostura,
haja vista que o sem-vergonha
era useiro e vezeiro na
boca-porca. Todos os palavrões
se lhe sobrepunjavam a mente.
Era mestre nisso.
A mãe, contudo, lhe havia,
além de ofertas de belos
puxões de orelha, mostrado
uma cinta de couro cru que,
certamente, iria ao seu
lombo assim que perpetrasse
qualquer malandragem que
enverganhasse o bom nome
da família izaurina. Bem,
na festa, o que era comum
naquele tempo, sobrevinham
cestos de deliciosos quitutes.
O primeiro a ser servido
pela filha de \"Jerumim\"
foi peta. Ofertado o petisco
ao Luizinho, esse, lampreiro,
leva a mão à cesta, mas
foi severamente repreendido
por D. Izaura. \"Ele num
quer não. Nun gosta de peta\".
Luizinho franziu a testa,
grunhiu qualquer coisa e
aboletou-se quito ao canto
da sla. Olhou furibundo
a mãe e sapecou baixinho
palavras ininteligíveis.
Mais tarde, novamente outra
cesta de biscoito roda a
sala. Desta vez, pão-de-queijo.
Os olhos de Luiz brilharam.
Ao levar a mão a cesta,
novamente D. Izaura alardeou.
\"luizinho quer pão-de-queijo
não. Ele num gosta\". O
menino arrepiou. Olhou para
a mãe de cima a baixo e
quase vociferou palavrões.
Contudo, lembrou-se da cita
de couro cru e aquietou-se.
Mais tarde, uma bandeja
de bolo de fubá...o preferido
do moleque, que, babando,
avança sobre a bandeja.
A mão de D.Izaura o freiou:
\"gosta não. Quer não\".
Essa foi de lascar, luiz
foi ao fundo do poço. Mas
resignou. Então veio o doce
de leite. Aquele delicioso
doce de leite em postas,
cortado, durinho, cheiroso,
maravilhosamente bem feito
por D. Catarina, esposa
de Seu. Jerumim. Tão bom
quanto o doce feito por
D. Maria de seu Nestor,
mãe de Vandão. Luizinho
levou a mão já deliciando
aquela guloseima. Com a
mão já na borda da bandeja
escuta a Velha D. Izaura
afirmar: \"Ele nun qué não.
Luzinho não gosta de doce.
Nun gosta não\".
Aí foi demais, o rebento,
torce o nariz, respira fundo,
olha para a mãe com olhar
de tatu enjaulado, encara
bem a mãe e diz: \"num gosta...num
gosta...olha a bestage de
mãe? Eu já dei até o cu
por um pedaço de rapadura
num vô gostar de doce de
leite?\"
Cid Olímpio |
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História:
O exemplo arrasta
Enviada por: Carlos
Reis
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O moral dessa história de exemplos,
pensamentos positivos e atitudes
que arrastam, quase todos estão
carecas de ouvir, mas pode ser
que os mais novos, que utilizam
o espaço desse "site" para tantas
atividades, não tenham conhecimento,
por isso me disponho a contá-la
de uma forma diferente, baseado
na minha experiência de vida,
pois, quando eu era criança no
interior de Montalvânia (interior
do interior) alguém me perguntou
o que eu queria ser quando crescesse,
se crescesse né? Porque sobreviver
naquelas condições já era uma
vitória e eu respondi sem pestanejar:
- QUERO SER VAQUEIRO. Ora, naquela
época eu só convivia com meus
parentes e era o que eles sabiam
fazer e faziam muito bem e com
prazer.
Mas, meu pai, meu ídolo, trabalhou
duro, ganhou um dinheirinho, deixou
a roça e comprou uma casa na vila,
para que os filhos pudessem estudar
e para lá fomos nós. Foi quando
vi um caminhão pela primeira vez,
fazendo zique-zaque para sair
de um atoleiro. O motorista fazia
manobras loucas e então eu mudei
de opinião e quando me perguntavam
o que eu queria ser, respondia
que queria ser CAMINHONEIRO. Era
a coisa mais incrível que eu tinha
visto e passei a sonhar com longas
viagens, caminhão roncando na
estrada..... "no peito a sombra
de um dragão" e etc.
Mas, com o passar do tempo os
caminhões se tornaram rotina em
minha vida e eu, estudando, queria
ser PROFESSOR. Depois, passei
a querer ser AUXILIAR DE ESCRITÓRIO
e trabalhar como auxiliar no Escritório
de Contabilidade do Zé Pereira/Toninho
foi a realização de um grande
sonho e quando fui trabalhar no
Cartório (do Orlando) passei a
sonhar em ser dono de cartório.
Mas o sonho de meu pai era que
eu fosse "Advogado", como Sebastião
Custódio e meu pai sempre dizia
para mim e para todos os amigos
que eu iria ser e aos 17 anos
passei a sonhar também o sonho
de meu pai e acreditar, embora
não soubesse muito bem o que era,
mas, com muita luta minha e de
toda minha família, consegui,
depois que passei pela experiência
de ser faxineiro e office boy.
Bem, mas o que importa nessa história
e que gostaria de ressaltar é
que minha vontade foi mudando
com o TEMPO, com o INCENTIVO do
meu pai/amigos e com os EXEMPLOS
que via ao meu redor, por isso
penso que é necessário que tenhamos
sempre um PENSAMENTO POSITIVO,
um BOM PROPÓSITO, um QUERER FIRME
e ACREDITAR QUE TUDO É POSSÍVEL
na medida de nosso ESFORÇO e de
nossa FÉ, por isso devemos ter
cuidado com o que DESEJAMOS, para
nós e para os outros, com o que
FALAMOS e principalmente com o
NOSSO AGIR, pois o EXEMPLO ARRASTA.
Carlos Reis
E-mail: c.reis@carlosreisadv.com.br
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História:
Mustela Putorius Furos!
Enviada por: Cid
Olímpio
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Minhas andanças ao antanho trouxeram-me,
mais uma vez, a vívida lembrança
de uma das mais espetaculares
personagens de minha Montalvânia
querida e pacata. Ele personificava
o glamour e a beleza dos heróis
do Monte Olimpo. Com certeza ao
se vislumbrar imagem, detestava
tudo que não fosse espelho. Narciso.
O cara.
Nossa personagem era um homem.
Moreno homem descendente do povo
de Kam. Seu cabelo encaracolado,
era de um negror ferrenho. (Se
fosse cearense, um belo poeta
das épocas de engenho descreveria
suas madeixas como... Negras como
as asas da graúna...). A cabeça?
Ora, a cabeça era pequena. Melhor...
Era enormemente... Absurdamente...
Pequena. Isso mesmo uma cabecinha.
Já os olhos!!! Bem, os olhos de
nossa personagem eram cor de folha
seca. Porém, grandes, rasgados,
parecendo duas grandes amêndoas.
O nariz. Que nariz. Abastado nariz.
Duas grandes aberturas davam-lhe
a graça e jaça que realmente se
lhe parecia. Duas belas fossas
nasais nasciam da confluência
superior advindas dos sombrolhos.
Era uma coisa o nariz de nosso
querido amigo. Agora os lábios.
Bem, o melhor é chamarmos aquilo
de beiços. Isso mesmo. Quatro
grandes beiços. O superior, dividido
em duas partes e o posterior,
também se dividia em dois. Nossa
personagem assim, pois, em função
de tamanhos lábios (lábios???)
detinhas afinal seu epíteto...
JOAQUIM BEICIM. Grande Joaquim
Beicim. Gordo, moreno, sem camisa,
vestido uma velha e surrada bermuda
de cor marrom, agarrada por meio
de uma corda à cintura (cintura?)
sustentava aquela enorme barriga
que descia sobre o cós dando-lhe
o aspecto de gordo. A voz tonitroante,
meio aguda, fanfarreava a venda
de carne.
Fazia uma bela algazarra no mercado
de Montalvânia. o Açougue do Joaquim
ficava quase que em frente ao
quiosque de meu pai, que nós chamávamos
de venda. Beicim era a festa do
mercado. Mexia com todo mundo.
Os que mais sofriam suas piadas
eram, pela ordem: Biruá, Gornope,
Cila, Zebedeu, Topadinha, Seu
Zuza, Caifás, Rebolado, Nenzão,
Leônidas Preto, Seu Tõe, e toda
gambazada ou tiuzada do local.
Ele se dizia, apesar do corpanzil,
grande jogador. Belo zagueiro.
Jogava no time de Poções. Assim,
num dia festivo em nossa querida
e pacata cidade interiorana, peleja
disputada entre o time do Ginásio
contra o time de Poções, no qual
era o zagueiro de área, nossa
personagem saudosa. Soprou a latinha
o árbitro ao início da batalha.
Primeiro chute na bola, Zé Bodim,
craque do time ginasiano, do meio
de campo, acertou a pelota num
grande balão.
A redonda subiu aos ares e foi
em direção ao Grande Zagueiro.
É minha... É minha... Gritava
aos berros Beicim. É minha, pode
deixar. Armou a pontaria, era
o último homem da zaga. Atrás
dele apenas o goleiro. Ninguém
mais.
Cid Olímpio - Unaí
- MG |
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História:
Bolinhas de gude
Enviada por: Pedro
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Este fato aconteceu mais ou menos
em 1970. Sem modéstia eu era um
eximo jogador de bola de gude.
Era o \'cara\'. Ganhava de todo
mundo.
No dia deste acontecimento alem
de inspirado, estava com vontade
de encher uma meia de bola de
gude, novinhas bem azulzinhas.
Comecei lá pras bandas da casa
de Mero, próximo ao campão de
futebol. Fui subindo a rua e rapelando
todos os moleques e logo atingi
meu objetivo: Enchi a meia. Só
com bolinhas novas, umas verdes
outras azuis com listinhas brancas...
Lindas. Confesso, neste dia deixei
a molecada a uds. UDS significava
a ultima.
Eu morava próximo á feira antiga,
perto de João Caetano, na Rua
Homero. Mas ai dei bobeira e entrei
numa gelada, pois devido minha
grande sorte neste dia desconheci
a habilidade de um grande jogador
da voz; Zé Bidú.
Como ele ficou sabendo que eu
tinha ganhado muitas bolas novas,
chegou em casa e propôs fazer
uns joguinhos, lógico apostado.
Falei: Zé eu tenho só bolinhas
novas e eu só vejo você com cascabulho,
ai ele bateu no bolso da calça
curta, que usava. Realmente as
bolinhas de Ze bidú, elem de novas,
devido ao peso amostrava tipo
saquinho roscava sua cocha empoeirada.
Começamos jogar paredão, mas não
podia acreditar: a sorte sumiu
das minhas mãos habilidosas e
só dava Zé. Até eu perder a ultima
bola. Ai foi quando vei o inesperado:
O Zé Biu deu um grito,\"irra,
rapelei, rapelei, rapelei... Ai
eu não enxerguei mais nada, fiquei
com tanta raiva que peguei o Zé
pelo pescoço, quase enforquei
o meu amigo... Oh Zé desculpe!
Aonde você anda? Que saudade.
Pedro - Goiânia-GO
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História:
Parquinho de um jogo só
Enviada por: Madson
Veiga
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Gostaria aqui de relembrar algumas
historias de infância entre outras
que pretendo postar começarei
com uma que envolve a pessoa que
mantem este site belíssimo para
que possamos encurtar as distancia
dos amigos qual seja "Tim Reskala"
o Reskala adquiriu depois não
sei como.
Bem, tive a oportunidade de viver
minha infância ai em Montalvânia
e como todos que tem sua historia
com esta bela cidade, nos seus
contos diz que sua época foi a
melhor, por isso acho que a minha
época foi a melhor. Morava próximo
da praça de esportes antes o campão
de MTV.
Bons tempos e ali próximo como
visinho morava uma família que
no seu berço familiar contava
com TIM, CIDO e o mais vivido
que nós SITHONY, mas Tim e Cido
meus amigos , meus colegas Cido
um pouco mais pela idade próxima
e porque eramos colegas de escola,
Tim menor que nós porem sempre
em nosso convívio, entre outros
contos, de bola, de raia, de pião,
de banho no rio cocha escondido
da mãe, lembro-me de um parquinho
que se instalou em uma area próximo
ao campo, era nossa diversão ficávamos
lá o dia todo e tinha um joguinho
que era o preferido nosso, umas
latinhas com dinheiro ou papeis
de bombons em baixo delas e para
ganhar bastava laçar a latinha
com uma argola que comprávamos
do parquinho, era o maximo, mas
o parquinho foi embora e ai entra
Tim "Reskala" na historia, talvez
nem se lembre, mas em minha memória
tal acontecimento é vivo até hoje,
eis que Tim o menorzinho de nós
inventou seu próprio parquinho
alias uma parte dele aquela parte
que todos nós adorávamos, ele
arrumou então algumas pilhas de
radio arrumou algumas argolinhas
feitas de arame e embaixo das
pilhas colocou carteiras de cigarro
vazias e dobradas como forma de
dinheiro cada uma com seu valor
salvo engano, Arizona 5, Continental
10, Hilton 50, e assim quanto
mais difícil a carteira de cigarro
lógico correspondia um valor maior,
e tudo acontecendo ali na area
de sua casa, e nós jogadores restava
percorrer Montalvânia inteirinha
atrás de carteiras de cigarro
para jogar no parquinho de um
jogo só do pequeno-grande Tim,
penso cá com meus botões se não
estaria ai a primeira grande façanha
desse que hoje nos permite dialogar
desta forma com este site. Parabéns
garoto você é demais saudades
de você e do Cido meu irmão, meu
colega, meu visinho e hoje sumido.
Um grande abraço.
Madson Veiga -
Goiânia-GO
Email: daveiga72@hotmail.com
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História:
Pavio comprido
Enviada por: Gordo
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Quem conheceu o Sr. Osório Marinho
deve lembrar-se da sua fama de
mão fechada em relação aos dinheiros.
Parece que tinha uma moto-serra
(ligada) ou uma ninhada de escorpiões
dentro do bolso. Contava-se, à
boca miúda, algumas estórias acerca
do seu extremo rigor nos desembolsos
de numerário.
Uma delas é a seguinte, do início
dos anos 70: ...O velho, todos
os dias, tinha que visitar sua
fazenda, indo de carro até a sede,
localizada às margens do rio Cochá,
logo após o "deságuo" (foz) do
rio Poçãozinho.
O motorista ia, de manhã, fulo
da vida, ao posto de Chico Reis
para pegar a cota diária de gasolina
(APENAS DOIS LITROS). Abastecia
a Picape Willys e "rumava" para
a fazenda, acompanhado do Sr.
Osório.
O veículo não podia passar um
metro além da sede da fazenda,
ficando o dia inteiro na sombra
de uma árvore, localizada em frente
a casa-sede. O retorno, no final
da tarde, era dramático para o
motorista.
O veículo, mesmo o motorista tendo
utilizado todas as banguelas possíveis
e imagináveis, insistia em acabar
a gasolina (todos os dias) na
ladeira em frente ao hospital
de Dr. José. Sempre que isso ocorria,
o Sr. Ozório, prontamente, enfiava
a mão no bolso e sacava o seu
famoso "BINGA" para espremer o
pavio no carburador do veículo,
afirmando que o líquido precioso
existente naquele instrumento
"riscante" e "fogante" era suficiente
para completar a viagem de regresso.
Sobrava sempre para o motorista
que tinha que bater canela, do
hospital ao posto de Chico Reis,
para pegar mais MEIO LITRO de
combustível e completar o percurso.
O coitado ia ruminando e pensando
na repetição certeira do dilema
no dia seguinte, pois o Sr. Osório
teimava em não elevar a cota (matutina,
diária, de todas as manhãs) de
combustível para, pelo menos DOIS
LITROS E MEIO.
Gordo
Email: querendover@ig.com.br
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História:
Mão de vaca
Enviada por: Santos
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Mineiro tem a fama de \'mão fechada\'.Acho
que não são todos. Pelo menos
eu sou mão... Aberta...! Mas conta
se que nos anos 70, um senhor
por nome de Mauricio, família
dos pereiras esteve por estas
bandas a procura de tratamento
de um mal que o perseguia por
anos.
Com muita pechincha conseguiu
em um hospital, aqui em Goiânia
uma consulta quase de graça. Porem
como o medico suspeitou de ua
doença rara e meia emcubada que
só teria um diagnostico correto
através de vários exames, envia
o a laboratorio para fazer-los
o mais urgente os quais ficaram
muito caros, mas tinha que fazer...
Se não...! Mas como o senhor Jesus
estava dando uma maozinha pra
este cidadão, aconteceu o milagre.
O medico ficou surpreso, pois
os exames deram negativos. Ao
ser informado o Sr Mauricio ficou
furioso e começou discutir com
o medico mais ou menos assim:
-Dr,eu não acredito que o senhor
mande eu fazer tantos exames,agora
vem me dizer que eu não tenho
nada? -Eu gastei um absurdo Dr!
Tive que vender minha pareia de
boi tão mancinho,pra interar o
dinheiro! - Dr.
Você vai ter que devolver parte
deste dinheiro! Este camarada
deu um trabalhão para que o meu
tio o tirasse da idéia de ter
o dindin de volta. Segundo informações
ai das canoas, este individuo
onde mora, ta vivinho e tem uns
boizinhos, mas com essa mauduragem
tem que ter mesmo. |
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História:
O conquistador envergonhado
Enviada por: Gordo
(Email:
querendover@ig.com.br)
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Quem conhece Montes Claros há
muito tempo, deve lembrar-se do
"Choppão". Pois é... Aquele bar-boate
localizado numa esquina, em frente
ao hotel Santa Cruz (local de
hospedagem dos fazendeiros mais
abastados do Norte de Minas).
Pois é...Por volta de 1974/75
aquele estabelecimento bombava,
com música ao vivo, muitas mulheres
bonitas e, de forma muito disfarçada,
travestis... Foi nesse período
que ocorreu o fato curioso que
narrarei a seguir, protagonizado
por um famoso (à época) fazendeiro
de importante distrito de Montalvânia...
O nosso personagem, ostentando
sua C10 branca novinha, gostava
de, em suas viagens à Moc, ficar
em frente ao Choppão, à noite,
balançando a chave do seu veículo
(era o chique para os fazendeiros)
objetivando sensibilizar e conquistar
as donzelas que faziam ponto naquele
estabelecimento... O nosso amigo,
numa dessas exibições, conseguiu
atrair e conquistar uma bela "moça".
Foi amor à primeira vista... O
conquistador, todo orgulhoso com
a bela presa, não tomou as precauções
que um homem casado deve utilizar
nesses momentos. Pelo contrário,
fez questão de exibir, de forma
ostensiva o seu troféu. Estava
inebriado e envolto em pensamentos
eróticos.
Não tinha cabeça para se ater
a pequenos detalhes. Eles eram
insignificantes naquele momento
de triunfo. Esse foi o erro...
Trocados os galanteios iniciais,
o feliz fazendeiro fez o tradicional
convite para uma noitada num motel.
O convite foi aceito sem pestanejar.
O nosso amigo, todo prosa, dirigiu-se
imediatamente ao motel. Lá chegando,
partiu para o ataque sem cerimônias.
Abraçando e beijando a donzela,
foi logo apalpando as "DIFERENÇAS".
Para sua surpresa e pavor, encontrou
apenas "COINCIDÊNCIAS". Tratava-se
de um travesti... Vocês devem
imaginar o furdunço ocorrido.
Houve catiripapo, rabo-de-arraia,
pernada, raquetada, etc... O pior
de tudo foi a preocupação com
a divulgação do fato na imprensa.
Parece que conseguiram abafar.
A partir desse dia o nosso Dom
Juam passou a tomar mais cuidado
com as suas conquistas... |
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História:
Viagem para Fernando de
Noronha
Enviada por: Tõe
D'agua
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Reza a lenda que em Montalvânia,
existe uma certa senhorita que
tem um forte hábito de criar certas
inverdades, para não chamar de
mentiras. Ai vai uma das mais
fortes dessa figura ilustre da
nossa cidade.
Certa vez sentada numa roda de
amigos em um bar da nossa querida
Praça Cristo Rei, surgiu o assunto
sobre praias brasileiras que são
belas, como de praxe citaram várias
até chegarem a Fernando de Noronha,
qual é a peça fundamental dessa
história. Ao falarem desse famoso
arquipélago totalmente isolado
da costa brasileira, uma das pessoas
que estavam na mesa disse que
gostaria muito de conhecer o local,
eis que nossa conterrânea disse
já ter passeado por lá em sua
lua de mel, papo vai, papo vem,
nossa amiga começa a contar sobre
a sua experiência nesse local
paradisíaco, a primeira aventura
relatada foi um passeio de CAVALO
MARINHO que disse ter realizado.
Todos já incrédulos com o que
se passava nessa fantasia de pequena
sereia, ela pergunta ao interessado
a conhecer o arquipélago qual
o meio de transporte será o escolhido
por ele para chegar ao destino,
aconselhando-o a não ir de carro,
pois a estrada estava em péssimo
estado de conservação. Dá para
acreditar???!!! |
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História:
Noite no Hotel
Enviada por: Gordo
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Era início dos anos dos anos 70.
Um amigo bastante conhecido de
todos do município veio \"fazer\"
o curso de admissão na cidade.
O danado hospedou-se no Hotel
Montalvânia... A sua primeira
(e única) noite no hotel foi dramática...
O nosso amigo não estava habituado
com a energia elétrica, pois a
dita não existia nos distritos
(mesmo naqueles mais desenvolvidos)...
O cara bebeu muita água antes
de dormir... Lá pela meia noite,
tudo escuro e o nosso amigo sem
ter noção da localização do banheiro
(mictório), encontrava-se numa
situação aflitiva, bastante apertado
e morrendo de vontade de tirar
a água do joelho... Não conseguiu,
sequer, localizar o interruptor
para acender a luz.... A coisa
foi apertando, apertando, apertando...
até que o rapaz, não aguentando
mais, virou-se para a parede e
deu aquela aliviada (no espaço
entre a cama e a parede).
Dormiu tranquilo. Levantou-se
despreocupado pela manhão... O
sujeito não suspeitava que o piso
de cimento queimado (vermelhão)
não absorvia o líquido derramado.
Quando Dona Mocinha (mãe de Doutor)
foi arrumar o quarto deparou-se
com aquela poça dágua salgada.
Não deu outra: determinou sua
imediata saída do hotel... O nosso
amigo, cabisbaixo e envergonhado,
foi hospedar-se na casa de Diomendes
(aquela localizada bem na frente
da casa de Euclides de Rafael). |
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História:
De carona
Enviada por: Bode
Zé
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ói esses minino, hehehe, eu e
meu amigo Alfredo, nóis gostava
de tomar umas né, cumeçamo no
buteco de Deduca, lá pras banda
de cima, aí cumeçamo a dar as
nossas vorta né, dessemo pra tomar
uma no bar de Gilvencim, e passamo
perto de uma casa, lá tinha uma
muvuca de gente né e todo mundo
naquela gritaiera toda, aí nois
paramo né e eu resolvi priguntá
né, vinha um camarada de palitó
e soltei a pregunta, \"O que qui
tá acontecendo aí?\" o Camarada
respondeu \" é Jesus que está
operando, ai rapaz o Alfredo tomou
de conta do assunto e falou pelo
jeito ele não usa anestesia, pois
ói a gritaiera.
Pois bem, cheguemo no buteco de
Gilvencim e começamo abeber e
fiquei mei brabo já fui jogando
cadeira pra cima, aí chegou o
delegado Zeca dentista e foi me
prender né, \"Vou ti prender rapaz\",
ocê tá fazendo bagunça, falei
ééé, ô sinhô me prende pruque
tô bêbo, mas amanhã eu sarei e
sai da cadeia, agora o siô não,
o dia que eu ti prender o siô
não sai mais nunca, rapaz, o degolado
olhou pra mim e preguntou \"quem
é você cabra\", uai sô eu sou
o coveiro da cidade. Hehehehe
Aí rapaz eu e Alfredão tomemo
rumo lá pro buteco de Zé de Laura,
começamo a tomar todas lá né,
e caia no chão, quando eu levantava
eu ficava amolando todo mundo,
pidino pinga um pidino piga outro
e aí ia né, bibia travéis e muecava
no chão, aí rapaz Zé de Laura
foi infezano com aquilo, passou
uma caminhonete dum fazendeiro
lá, hehehe, \"Pega esse bêbo e
bota dentro desse carro e solta
ele daqui uns 40 km, aí juntaram
uns 3 lá me pegou e me jogou nessa
caminhonete né, e viajaram, andou
uns 25 km aí passando berando
um ranchinho lá na beira da estrada,
tinha uns mininim sujo e buchudim,
o motorista falou vamo largar
esse bêbo aqui mesmo, o outro
disse vamo, aí rapaz, quando eles
tava naquela labuta pra me tirar
do carro, o minino correu pras
banda de dento do rancho gritando
a mãe, Mãe, Mãe Pai pai ta chic
chegou foi de caminhonete hoje,
hehehehe bêbo tem sorte né!!!
Dispois conto outa... |
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História:
Gera Gato
Enviada por: Bode
Zé
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Pelada de Rua,õ esse minino oi,
eu era mei dizajeitado, e ficava
meio de fora das brincadeiras
né! Na rua da casa de Padindô,
jogava uma bolinha todo final
do dia, veja só, era Zé Caparato,
Gene Mariolhão (Filho de Nivaldo
Baiano), Jeferson perna de alicate
( Filho de Edmazinho) Gil de Nên
da padaria, Decão, Tim véi, Vandinho
de Toninho enfermeiro, Nenén,
Ton e Genecy de Padindô, Monêgo,
os fi de Pedro Macarrão e outros
mais.
Era uma vadiação muito legal me
deu saudade, veja só era a brincadeira
"Bobinho" E tirava no par ou impa,
ficou sendo o bobinho Gera Gato;
Gil tocou a bola pra Nenén, Nenén
tocou pra Lé de Biano, pega daqui
pega dali, tocou pra Gene de Nivaldo
baiano, eita peste, Gene deu uma
bicudona na bola e a bola caiu
dentro do quintal da padaria de
Nen, e ele mesmo o "Gene" correu
pra pegar a bola, demorava uns
10 minutos pra achar essa bola,
e jogava de volta, e a vadiação
tornava alui novamente, quando
menos esperava, eita , de novo,
mas dessa vez foi o Geferson,
chutou a bola e correu pra buscar,
e nesse vai e vem de bola, toda
hora, o Tal de Beivindo já estava
desconfiado e ficou escondido
próximo ao forno da padaria, mas
rapaz, esse tal de bicudão que
eles davam na bola e o mesmo corria
para buscar era pra catar uns
bolinhos de forma, quando foi
descoberto, rsrsrs nunca mais
essa dupla vei vadiar na rua.
Mas a brincadeira continuou, mas
sentimos a falta de Gera Gato
que era viciado na brincadeira,
quando num belo final de dia,
dispois de muitos dia estavam
todos jogando bola e deparamos
com um fuzuê na casa de Socorro
Viana, foi por isso que sai o
tal apelido de Gera Gato, estava
tomando banho a Socorro e em cima
do telhado estava o Garoto, mas
foi por pouco que ele ia passar
ileso, quando Socorro descobriu
que tinha alguma coisa errada
em cima do telhado, e gritou,
mas rapaz, esse garoto deu umas
miadas lá em cima, rsrsrs"miau,miau,miau,miau"
mas não deu certo não, quando
viu que a coisa desandou, tentou
correr, e só escutamos o barulhão,
"BRRRRRAAÁÁÁÁ.... bunnnmmm ink,
o garoto vazou a telha a baixo
e caiu dentro do escritório de
Zé Pereira, Ta aí o sentido do
seu apelido 'Gera Gato" aí rapaz
esse garoto tomou um rumo qui
até antonte não voltou... Eita
lugar eím? |
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História:
Ribuliço no futebol
Enviada por: Bode
Zé
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Eu também tenho minhas saudades
dese lugar, gostaria de nunca
ter saido de lá, me lembro uma
vez que estavamos jogando um futebol
e rolou o maior ribuliço, eita
povo que brigava viu!!! Era um
jogo muito disputado me lembro
que Zé bico doce tocou a bola
pra Dedim da veia Carmela, Dedim
tocou pra Zulú q tentou passar
por Pisquila, mas a bola espirrou
e acertou Joca que tirava foto
na hora que ficou com a máquina
e a testa quebrada, Zequinha Pezão
chamou a ateção de Zulú e Biga
tomou as dores, aí a coisa ficou
feia, Albino chutou a bunda de
Pisquila e Monego levou carimbada
na cabeça,Truvão ficou gritando
e Negaço sentou a mão na orelha
de Truvão e saiu correndo em direção
ao cochá, pega daqui pega da lí,
nisso Biga já tinha ido na casa
de e voltou com um punhal que
parecia uma lingua de peba, picou
o pé atráz de Rufino q defendia
Nêgaço, Zébentivi apareceu com
o nariz quebrado e Zequinha Pezão
meteu a mão na orelha de Decão
e Zezim de Ferrerinha gritou Liberato
que corria com medo da confusão
levou um bandão de Digulira e
nisso o Juiz (Amado) estava entrando
na diferença levou uma carambada
de Raul que na hora deu um pipoco
pra cima e só vi o puerão cobrir
em direção ao rio cochá, aí rapáz
é que a coisa ficou feia, Zé de
Dão deu um cambão em Nailô irmão
de Naizona e a cambada veio tudo
em cima de Zé de Dão, Tõe casca
de côco ia ficando de fora mas
Nezim Bigodão pegou ele catando
umas laranjas na beira do rio
e deu-lhe uma lapada de facão
nas costa de Tões casca de Côco
e quando menos esperava Dorim
gritou deixa o homem ser gordão,
era Tonhão Bioco levando na orelha,
Nego arromba, Diorandes, Zé lacraia,
Gildeon, Juraci, e mais uns 9
estavam atras da moita pra ver
Janúzia na beira do Rio logo o
Marido de Rozinha Porcario soltou
os cachorros, rapaz só vi o mato
deitando, aí topou essa turma
de \"Punh...\" com os brigadores
do futebol, deu pra entender que
parecia um arrastão comtra alguem,
foi um aranzel só, só seu que
nessa confuzão toda, Gêne de Nivaldo
Baiano, que era punh.... também
ficou com a bolota do olho estufado,
Tõe borrola foi parar na delegacia,
com mais uns 5 e no final das
contas a água ficou barrenta e
um poeirão só no meio de campo
e Zé Veloso querendo prender os
adversários, foi um fuzuê da peste.
A sorte é que chegou Derbão preto
que trabalhava com Manoel Mesquita
e atravessou o carro na frente
pensei que ia feder a coisa, mas
terminou que a poeira abaixou,
mas foi bom. Depois eu conto mais... |
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História:
Disco voador
Enviada por: Maria
Rosa
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Essa é muito boa! Certa vez lá
pelas tantas da madrugada, Alcino
Carroceiro esta vindo de um cabaré
que existia na região, e lá passava
por um alto capinzal e resolveu
sotar o BARRUAM, e lá em posição
de defecar ele acendeu um cigarro
raizeiro e ficou pitando dentro
desse capinzal, nesse momento
passava Tõe Advogado, que viu
uma luizinha acendendo e apagando,
pessou em ser um disco voador
e resolveu fazer contato: Atenção!
Atenção! Disco voador, aqui é
Tõe fazendo contato pode falar;
respondeu uma voz lá de dentro
do capinzal: Atenção! Atenção!
Aqui é Alcino Corroceiro pitando
e cagando, vai embora e deixe
- me cagar em paz. |
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História:
Fuzuê no bar de
Rumão
Enviada por: Digulira
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Oi
pessoá sou eu digulira aqui do
lageado, sou primo de Miguel Pé
de Pipa e fui casado com a irma
de Raimudim doido.
Esse pessoá mais vei ai deve de
se lenbrar de mim ja dei muito
trabai pras puliça ai nas rua
da cidade, principarmente quando
eu saia mais meu cunhado Raimundim
Doido pra tumar umas pinga ai
nus buteco. Meu cunhado ficava
muito doido, butava um monte de
corda, couro, arami e chucai de
vaca no pescoso e saia zuano ai
na cidade.
Teve um dia que foi o maior fuzuer
ai, eu e meu cunhado saimu pra
tumar umas e fomu la no ba do
Rumao, tumamo umas quato carrafa
duma tar de fofatoba que tinha
ai, discurpa a espresao da palavra
mais eita pinga fila da puta de
ruim, mais vamo no causo, nois
ja tinha tumado praticamente umas
quato carrafa quando derrepente
chega no buteco um tar de Migué
Pé de Pipa e queria toma a nossa
bendita pinguinha, Raimundim Doido
que ja tava muito doido pegou
no bigodão dele e puxou, ai o
pau cumesou foi cadera vuano pra
todo lado garrafa bateno nas paredi
e estorano, aquele maior aranzé.
Rumao veno o seu buteco sendo
todo lascado pegou Raimundim pelos
fundo da calça e jogou lá no fundo
do Cochá, ele não sabia nadar
rumou a cabeça no pau da ponte
e ficou mais doido do que ja era.
Pegou Migué pé de pipa pelo bigodão
e saiu puchano até na ponte e
chegano la amarrou o bigode dele
na ponte, ele ficou la uns deis
dias amarrado e gritano, foi a
maior ladainha vinha gente de
Coribe, Santa Maria e ate de Salvador
disse que ate dos istados unido
tambem viero so pra ver o homi
amarrado pelo bigode la na ponte.eta
terrinha que era boa. Vou termina
gente que tou chorano de saudade
dai.
Um abraço pra todos. De eu tiver
mais tempo depois eu conto mais
istorinhas pra voceis. |
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História:
Roupa Adequada
Enviada por: Edmundo
Muniz
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Quando lá pelos idos dos anos
70, mais pricisamente em fevereiro-1973,
logo após terminar a 4ª. Serie
primaria em Capitania, fui prestar
exames de "Admissão", para ingressar
no GEM - Ginásio Estadual de Montalvania,
tendo que fazer um "cursinho"
para enfrentar o teste que era
mais difícil do que o concurso
do Banco do Brasil a época, onde
tive como professores Fidelsino
(Geografria e Historia), Chico
"Português" e Valdo de Nestor
(matemática), e em função da boa
preparação fui um dos agraciados
com a aprovação no certame, fato
que não foi nenhuma surpresa devido
a equipe supracidata.
Depois de ter comprovado a minha
aprovação foi o momento de procurar
um lugar para morar, e escolhi
o Hotel Viera e no primeiro dia
de reconhecimento da cidade, vestir
a melhor roupa (confeccionada
por "Zé de Benigo", a mesma da
formatura, ou seja, estava "chic
no último" e fui visitar o point
da cidade que era o Mercado Municipal,
foi quando ao entrar deparei com
Amado escorado no balcão do Bar
de "João Grosso" e Diorandes no
Bar de "Zizú de Miliano", ou seja,
não tinha nenhuma chance de passar
ileso pela dupla, de imediato
Amado exclamou, "Dio"!..., olha
quem está fazendo primeira comunhão?
Capitania...., era como eles me
apelidaram.
Nem cheguei a entrar no mercado
tamanha foi a minha decepção e
voltei ao Hotel e troquei de roupa
e vestir uma camisa "furta cor",
aquelas que usavam em boates e
voltei fazendo o mesmo percurso,
talvez no intuito de provoca-los,
e o troco da dupla foi imediato,
voltando a me abordar e Amado
mais do que de repente chamou
Diorandes e disse.
Olha aqui "Dio"!...."Capitania"
agora já estar é desfilando. Moral
da historia, tive que "forçar"
a amizade com essas duas criaturas
para não ficar mal na "foto",
transformando-os em grandes amigos,
e que me ensinou muito, principalmente
na hora de vestir uma roupa adequada
para cada ambiente e momento.
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História:
Toizim Techeu
Enviada por: Bode
Zé
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Oche, oi uai sô, ocês pensa que
é de lorota essas nossas estórias,
só acredita quem conhece esse
pessoá todo da nossa éra, rsrsrs
mi lembro cuma oje,rsrsrs Estar
sereno é deixar-se alui com as
presepadas de cada momento, conhecendo
e disfrutando de cada instante
e sabendo que Nada é prá sempre.
Essa verecidade vem da Alma e
é dentro de nóis o único centro
permanente que nos inriquece durante
o processo de COMPREENDER que
os bons e os maus momentos da
vida PASSAM e fazem parte do nosso
crescimento espiritual, isso é
verdade, mas vortandoao cardápio,
rsrsrs, mi lembro de um aranzero
uma veiz, rsrsrs era um dia de
final de semana, estava todos
meio afoito porque Pedro Jóia
anunciou q logo na boca da noite
era pra todos isperar napassagem
da ponte do poçõizim, e tava vindo
direto de perto de Belorizont
o deputado Oscar Correa e qui
também vinha uma tá de Gret uma
cantora qui dançava e tirava as
carcinha.
Ajuntou eu, Deográcio Preto, pagamos
Deuca pra levar nois no Monte
Rei que era pra nóis ver primeiro,
chegano lá, já tava lá aquele
povão todo, e inhantes de chegar
lá passamos pelos uns carroceiros
q vinha do tal do ladeirão e lá
tava o Chico de Nois, Crizante,
Toizin techeu também em seu belo
cavalo preto todo arriado íngua
cavalo de cigano, mas não deu
certo vortamo pra montarvana e
esses tal de povo de belorizont
já tava era falando umas coisa
de istrada, de manga pra montarvana
q por cinal até antonte que eu
passei lá está do mermo jeito,
é de lascar vice esse minino,
oi só, nessa muvuca toda Toizin
techeu foi trocar de ropa pra
ver a ta de cantora q jogava carcinha,
Birosca vai e aparece do nada,
sê sabe NE o cara é azarengo pra
dedeu, a tal de cantora só foi
apresentar no outro lado da cidade
lá em cocos, e pra nóis num ficá
na mão.
Pegamo o rumo da tal de Luiz vermêa
que tinha lá perto da casa de
Jazom curador, logo cumeçou a
chegar o pessoa, e já tava meio
lotado, Deduca pé de Loro e Chico
Ribeiro tripa seca, e Alai do
posto era qui comandava, Diográcio
com o seu cabelo cheio de brilhantina
qui copiava de Laurindo, chegou
com Toizim Techeu, foi aí que
surgiu o seu apelido, "TECHEU"
e lá chegando a veis de Diográcio,
o Diorandes como sempre cortava
a fila, e Joaquim increnca disse
logo, só vou deixar porque eu
já fui, e chegando a veis de Toizim,
Helena Cabileira priguntô qui
diabo era qui esse minino tava
caçando lá, ele pegou na ponta
da paree da janelinha e ficando
na ponta do pé, respondeu, " Eu
também quero techeu" aí rapaiz
ela meteu a mão na sacola e tirou
umas balinha e deu pra toizim,
rsrsrs, mais o cara saiu indignado,
bufando iguá um boivei, foi direto
pra beira do Val, e logo di cara
já avistou a bicicleta de Gilvencin,
e contou essa istória, mas rapais
Gilvencio ficou puto e logo trepou
nessa bicicleta e partiu prá lá,
e disse logo õceis tão pensando
qui nóis samo minino, ... dispois
eu falo mais um pouco. abraços.
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História:
Pescaria
Enviada por: Zé
de Deus
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Certa vez foram pescar, Pedrinho
(Montalvão), Formiga (churrascaria)
e Panta (tõe espantado), Pedrinho
e Formiga foram armar as redes
e Panta ficou no acampamento fazendo
o rango, pouco depois Panta ouve
um grito de socorro:
- Socorro Panta! Formiga tá me
comendo.
Panta ficou assustado com a audácia
de Formiga e logo correu para
socorrer o amigo Pedrinho, com
um pau na mão, e pensando, nossa
esse Formiga é ousado mesmo, como
fazer isso com nosso amigo Pedrinho?
Pedrinho insistia em seus gritos:
- Socorro Panta! Formiga tá me
comendo.
Panta correu mais ainda, chegando
lá encontrou Pedrinho todo nu
em um canavial, cheio de formigas
pelo corpo e Formiga o amigo estava
pescando em outra parte do rio.
Moral, Panta entendeu tudo errado!
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História:
Birosca
Enviada por: Peixinho
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Todos que moram aqui em Montalvânia
sabem que Birosca é um sujeito
meio azarado, sempre que falam
BIROSCA fazemos o sinal da cruz.
Um dia estava eu no bar de Róquinha
tomando uma bela de uma pinga,
quando fui cuspir lá fora ia passando
BIROSCA, aí fiz o sinal da cruz,
Róquinha perguntou porque eu fiz
o sinal da cruz, falei que é porque
BIROSCA ia passando, ele então
me disse que BIROSCA era seu pai,
e eu assustado e todo sem graça
falei que não sabia, pedi desculpas
e falei que achava que o pai dele
era Zezão(relojoeiro), aí é que
ele ficou bravo mesmo... |
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História:
Fofa toba
Enviada por: Digulira
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Oi amigos óía nóís travéís. Deu
sordade e num teve geito agente
vai ficano véí e mei bunda mole
né? E as garapa de cana ai ainda
está rancano os fundo das carça
da gente ainda? Teve uns tempo
que eu tava tumano muita fofa
toba ai que num tava mais guentano,
juntava eu e meu cunhado migué
pé de pipa e butava prá lasca,
só tinha um probema, toda veis
que migué sortava um peido ele
tinha que vortá na casa dele prá
troca de carça pruque ficava sem
o fundo, e vou te falá uma coisa,
ele vortava umas deis veis eita
homi que peidava.
Eu acho que eu também ficava mais
doido pruque eu respirava aquele
furdunso dos peido do meu quirido
e inseparável cumpanheiro de goró.
Um abraço prá todos e fiquem com
deus,até a próchima. |
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História:
Uma partida de futebol
Enviada por: Digulira
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AMIGOS DE MONTALVÂNIA,O MEU ABRAÇO.
É COM MUITO CARINHO QUE VOU NARRAR
PARA VOCÊS UM JOGO QUE TEVE
EM MONTALVÂNIA, LEMBRO COMO
SE FOSSE HOJE.
O TIME DE MONTALVÂNIA CONTRA
O TIME DO RABIABODE. O GOLEIRO
TROVÃO METE O BICUDÃO NA BOLA,
CHICO CABURÉ MATA NO PEITO TOCA
PRÁ CRIZANTE DE CHICO DE NÓIS,
CRIZANTE DOMINA A BOLA NA COCHINHA
FAIS UMA GRACINHA E TOCA PRÁ TÉTÉU
QUE DOMINA E TOCA PRÁ nêgo
arronba, arronba lança prá topadinha
que foi fazer uma gracinha o adiversário
meteu-lhe o pé no saco, o juiz
não viu e a bola rola no campo,nisso
topadinha fica caido peidano e
istribuchano no chão.
É subistituido por iroca,
que já entra no campo gritando
prá chico caburé tocar a bola.chico
caburé lascado de raiva porque
o time já tava perdendo de 4x0,
manda iroca tomar no toba ai o
pau comeu.iroca partiu prá cima
de chico caburé com gôsto de gáz.só
vi o puerão, chico caburé pegou
iroca pela perninha e jogou prá
cima, iroca subiu uns 10 mts e
caiu em cima da casa de maciano
pai de dÔdô. e a torcida gritando
e soltando fuguetes,quando acordei
tava todo cagado de tanto ri. |
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