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que o povo conta, verdadeiras ou não, são histórias. Todas
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História:
Pavio comprido
Enviada por: Gordo
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Quem conheceu o Sr. Osório
Marinho deve lembrar-se
da sua fama de mão fechada
em relação aos dinheiros.
Parece que tinha uma moto-serra
(ligada) ou uma ninhada
de escorpiões dentro do
bolso. Contava-se, à boca
miúda, algumas estórias
acerca do seu extremo rigor
nos desembolsos de numerário.
Uma delas é a seguinte,
do início dos anos 70: ...O
velho, todos os dias, tinha
que visitar sua fazenda,
indo de carro até a sede,
localizada às margens do
rio Cochá, logo após o "deságuo"
(foz) do rio Poçãozinho.
O motorista ia, de manhã,
fulo da vida, ao posto de
Chico Reis para pegar a
cota diária de gasolina
(APENAS DOIS LITROS). Abastecia
a Picape Willys e "rumava"
para a fazenda, acompanhado
do Sr. Osório.
O veículo não podia passar
um metro além da sede da
fazenda, ficando o dia inteiro
na sombra de uma árvore,
localizada em frente a casa-sede.
O retorno, no final da tarde,
era dramático para o motorista.
O veículo, mesmo o motorista
tendo utilizado todas as
banguelas possíveis e imagináveis,
insistia em acabar a gasolina
(todos os dias) na ladeira
em frente ao hospital de
Dr. José. Sempre que isso
ocorria, o Sr. Ozório, prontamente,
enfiava a mão no bolso e
sacava o seu famoso "BINGA"
para espremer o pavio no
carburador do veículo, afirmando
que o líquido precioso existente
naquele instrumento "riscante"
e "fogante" era suficiente
para completar a viagem
de regresso.
Sobrava sempre para o motorista
que tinha que bater canela,
do hospital ao posto de
Chico Reis, para pegar mais
MEIO LITRO de combustível
e completar o percurso.
O coitado ia ruminando e
pensando na repetição certeira
do dilema no dia seguinte,
pois o Sr. Osório teimava
em não elevar a cota (matutina,
diária, de todas as manhãs)
de combustível para, pelo
menos DOIS LITROS E MEIO.
Gordo
Email: querendover@ig.com.br
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História:
O conquistador envergonhado
Enviada por: Gordo
(Email:
querendover@ig.com.br)
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Quem conhece Montes Claros há
muito tempo, deve lembrar-se do
"Choppão". Pois é... Aquele bar-boate
localizado numa esquina, em frente
ao hotel Santa Cruz (local de
hospedagem dos fazendeiros mais
abastados do Norte de Minas).
Pois é...Por volta de 1974/75
aquele estabelecimento bombava,
com música ao vivo, muitas mulheres
bonitas e, de forma muito disfarçada,
travestis... Foi nesse período
que ocorreu o fato curioso que
narrarei a seguir, protagonizado
por um famoso (à época) fazendeiro
de importante distrito de Montalvânia...
O nosso personagem, ostentando
sua C10 branca novinha, gostava
de, em suas viagens à Moc, ficar
em frente ao Choppão, à noite,
balançando a chave do seu veículo
(era o chique para os fazendeiros)
objetivando sensibilizar e conquistar
as donzelas que faziam ponto naquele
estabelecimento... O nosso amigo,
numa dessas exibições, conseguiu
atrair e conquistar uma bela "moça".
Foi amor à primeira vista... O
conquistador, todo orgulhoso com
a bela presa, não tomou as precauções
que um homem casado deve utilizar
nesses momentos. Pelo contrário,
fez questão de exibir, de forma
ostensiva o seu troféu. Estava
inebriado e envolto em pensamentos
eróticos.
Não tinha cabeça para se ater
a pequenos detalhes. Eles eram
insignificantes naquele momento
de triunfo. Esse foi o erro...
Trocados os galanteios iniciais,
o feliz fazendeiro fez o tradicional
convite para uma noitada num motel.
O convite foi aceito sem pestanejar.
O nosso amigo, todo prosa, dirigiu-se
imediatamente ao motel. Lá chegando,
partiu para o ataque sem cerimônias.
Abraçando e beijando a donzela,
foi logo apalpando as "DIFERENÇAS".
Para sua surpresa e pavor, encontrou
apenas "COINCIDÊNCIAS". Tratava-se
de um travesti... Vocês devem
imaginar o furdunço ocorrido.
Houve catiripapo, rabo-de-arraia,
pernada, raquetada, etc... O pior
de tudo foi a preocupação com
a divulgação do fato na imprensa.
Parece que conseguiram abafar.
A partir desse dia o nosso Dom
Juam passou a tomar mais cuidado
com as suas conquistas... |
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História:
Viagem para Fernando de
Noronha
Enviada por: Tõe
D'agua
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Reza a lenda que em Montalvânia,
existe uma certa senhorita que
tem um forte hábito de criar certas
inverdades, para não chamar de
mentiras. Ai vai uma das mais
fortes dessa figura ilustre da
nossa cidade.
Certa vez sentada numa roda de
amigos em um bar da nossa querida
Praça Cristo Rei, surgiu o assunto
sobre praias brasileiras que são
belas, como de praxe citaram várias
até chegarem a Fernando de Noronha,
qual é a peça fundamental dessa
história. Ao falarem desse famoso
arquipélago totalmente isolado
da costa brasileira, uma das pessoas
que estavam na mesa disse que
gostaria muito de conhecer o local,
eis que nossa conterrânea disse
já ter passeado por lá em sua
lua de mel, papo vai, papo vem,
nossa amiga começa a contar sobre
a sua experiência nesse local
paradisíaco, a primeira aventura
relatada foi um passeio de CAVALO
MARINHO que disse ter realizado.
Todos já incrédulos com o que
se passava nessa fantasia de pequena
sereia, ela pergunta ao interessado
a conhecer o arquipélago qual
o meio de transporte será o escolhido
por ele para chegar ao destino,
aconselhando-o a não ir de carro,
pois a estrada estava em péssimo
estado de conservação. Dá para
acreditar???!!! |
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História:
Noite no Hotel
Enviada por: Gordo
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Era início dos anos dos anos 70.
Um amigo bastante conhecido de
todos do município veio \"fazer\"
o curso de admissão na cidade.
O danado hospedou-se no Hotel
Montalvânia... A sua primeira
(e única) noite no hotel foi dramática...
O nosso amigo não estava habituado
com a energia elétrica, pois a
dita não existia nos distritos
(mesmo naqueles mais desenvolvidos)...
O cara bebeu muita água antes
de dormir... Lá pela meia noite,
tudo escuro e o nosso amigo sem
ter noção da localização do banheiro
(mictório), encontrava-se numa
situação aflitiva, bastante apertado
e morrendo de vontade de tirar
a água do joelho... Não conseguiu,
sequer, localizar o interruptor
para acender a luz.... A coisa
foi apertando, apertando, apertando...
até que o rapaz, não aguentando
mais, virou-se para a parede e
deu aquela aliviada (no espaço
entre a cama e a parede).
Dormiu tranquilo. Levantou-se
despreocupado pela manhão... O
sujeito não suspeitava que o piso
de cimento queimado (vermelhão)
não absorvia o líquido derramado.
Quando Dona Mocinha (mãe de Doutor)
foi arrumar o quarto deparou-se
com aquela poça dágua salgada.
Não deu outra: determinou sua
imediata saída do hotel... O nosso
amigo, cabisbaixo e envergonhado,
foi hospedar-se na casa de Diomendes
(aquela localizada bem na frente
da casa de Euclides de Rafael). |
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História:
De carona
Enviada por: Bode
Zé
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ói esses minino, hehehe, eu e
meu amigo Alfredo, nóis gostava
de tomar umas né, cumeçamo no
buteco de Deduca, lá pras banda
de cima, aí cumeçamo a dar as
nossas vorta né, dessemo pra tomar
uma no bar de Gilvencim, e passamo
perto de uma casa, lá tinha uma
muvuca de gente né e todo mundo
naquela gritaiera toda, aí nois
paramo né e eu resolvi priguntá
né, vinha um camarada de palitó
e soltei a pregunta, \"O que qui
tá acontecendo aí?\" o Camarada
respondeu \" é Jesus que está
operando, ai rapaz o Alfredo tomou
de conta do assunto e falou pelo
jeito ele não usa anestesia, pois
ói a gritaiera.
Pois bem, cheguemo no buteco de
Gilvencim e começamo abeber e
fiquei mei brabo já fui jogando
cadeira pra cima, aí chegou o
delegado Zeca dentista e foi me
prender né, \"Vou ti prender rapaz\",
ocê tá fazendo bagunça, falei
ééé, ô sinhô me prende pruque
tô bêbo, mas amanhã eu sarei e
sai da cadeia, agora o siô não,
o dia que eu ti prender o siô
não sai mais nunca, rapaz, o degolado
olhou pra mim e preguntou \"quem
é você cabra\", uai sô eu sou
o coveiro da cidade. Hehehehe
Aí rapaz eu e Alfredão tomemo
rumo lá pro buteco de Zé de Laura,
começamo a tomar todas lá né,
e caia no chão, quando eu levantava
eu ficava amolando todo mundo,
pidino pinga um pidino piga outro
e aí ia né, bibia travéis e muecava
no chão, aí rapaz Zé de Laura
foi infezano com aquilo, passou
uma caminhonete dum fazendeiro
lá, hehehe, \"Pega esse bêbo e
bota dentro desse carro e solta
ele daqui uns 40 km, aí juntaram
uns 3 lá me pegou e me jogou nessa
caminhonete né, e viajaram, andou
uns 25 km aí passando berando
um ranchinho lá na beira da estrada,
tinha uns mininim sujo e buchudim,
o motorista falou vamo largar
esse bêbo aqui mesmo, o outro
disse vamo, aí rapaz, quando eles
tava naquela labuta pra me tirar
do carro, o minino correu pras
banda de dento do rancho gritando
a mãe, Mãe, Mãe Pai pai ta chic
chegou foi de caminhonete hoje,
hehehehe bêbo tem sorte né!!!
Dispois conto outa... |
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História:
Gera Gato
Enviada por: Bode
Zé
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Pelada de Rua,õ esse minino oi,
eu era mei dizajeitado, e ficava
meio de fora das brincadeiras
né! Na rua da casa de Padindô,
jogava uma bolinha todo final
do dia, veja só, era Zé Caparato,
Gene Mariolhão (Filho de Nivaldo
Baiano), Jeferson perna de alicate
( Filho de Edmazinho) Gil de Nên
da padaria, Decão, Tim véi, Vandinho
de Toninho enfermeiro, Nenén,
Ton e Genecy de Padindô, Monêgo,
os fi de Pedro Macarrão e outros
mais.
Era uma vadiação muito legal me
deu saudade, veja só era a brincadeira
"Bobinho" E tirava no par ou impa,
ficou sendo o bobinho Gera Gato;
Gil tocou a bola pra Nenén, Nenén
tocou pra Lé de Biano, pega daqui
pega dali, tocou pra Gene de Nivaldo
baiano, eita peste, Gene deu uma
bicudona na bola e a bola caiu
dentro do quintal da padaria de
Nen, e ele mesmo o "Gene" correu
pra pegar a bola, demorava uns
10 minutos pra achar essa bola,
e jogava de volta, e a vadiação
tornava alui novamente, quando
menos esperava, eita , de novo,
mas dessa vez foi o Geferson,
chutou a bola e correu pra buscar,
e nesse vai e vem de bola, toda
hora, o Tal de Beivindo já estava
desconfiado e ficou escondido
próximo ao forno da padaria, mas
rapaz, esse tal de bicudão que
eles davam na bola e o mesmo corria
para buscar era pra catar uns
bolinhos de forma, quando foi
descoberto, rsrsrs nunca mais
essa dupla vei vadiar na rua.
Mas a brincadeira continuou, mas
sentimos a falta de Gera Gato
que era viciado na brincadeira,
quando num belo final de dia,
dispois de muitos dia estavam
todos jogando bola e deparamos
com um fuzuê na casa de Socorro
Viana, foi por isso que sai o
tal apelido de Gera Gato, estava
tomando banho a Socorro e em cima
do telhado estava o Garoto, mas
foi por pouco que ele ia passar
ileso, quando Socorro descobriu
que tinha alguma coisa errada
em cima do telhado, e gritou,
mas rapaz, esse garoto deu umas
miadas lá em cima, rsrsrs"miau,miau,miau,miau"
mas não deu certo não, quando
viu que a coisa desandou, tentou
correr, e só escutamos o barulhão,
"BRRRRRAAÁÁÁÁ.... bunnnmmm ink,
o garoto vazou a telha a baixo
e caiu dentro do escritório de
Zé Pereira, Ta aí o sentido do
seu apelido 'Gera Gato" aí rapaz
esse garoto tomou um rumo qui
até antonte não voltou... Eita
lugar eím? |
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História:
Ribuliço no futebol
Enviada por: Bode
Zé
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Eu também tenho minhas saudades
dese lugar, gostaria de nunca
ter saido de lá, me lembro uma
vez que estavamos jogando um futebol
e rolou o maior ribuliço, eita
povo que brigava viu!!! Era um
jogo muito disputado me lembro
que Zé bico doce tocou a bola
pra Dedim da veia Carmela, Dedim
tocou pra Zulú q tentou passar
por Pisquila, mas a bola espirrou
e acertou Joca que tirava foto
na hora que ficou com a máquina
e a testa quebrada, Zequinha Pezão
chamou a ateção de Zulú e Biga
tomou as dores, aí a coisa ficou
feia, Albino chutou a bunda de
Pisquila e Monego levou carimbada
na cabeça,Truvão ficou gritando
e Negaço sentou a mão na orelha
de Truvão e saiu correndo em direção
ao cochá, pega daqui pega da lí,
nisso Biga já tinha ido na casa
de e voltou com um punhal que
parecia uma lingua de peba, picou
o pé atráz de Rufino q defendia
Nêgaço, Zébentivi apareceu com
o nariz quebrado e Zequinha Pezão
meteu a mão na orelha de Decão
e Zezim de Ferrerinha gritou Liberato
que corria com medo da confusão
levou um bandão de Digulira e
nisso o Juiz (Amado) estava entrando
na diferença levou uma carambada
de Raul que na hora deu um pipoco
pra cima e só vi o puerão cobrir
em direção ao rio cochá, aí rapáz
é que a coisa ficou feia, Zé de
Dão deu um cambão em Nailô irmão
de Naizona e a cambada veio tudo
em cima de Zé de Dão, Tõe casca
de côco ia ficando de fora mas
Nezim Bigodão pegou ele catando
umas laranjas na beira do rio
e deu-lhe uma lapada de facão
nas costa de Tões casca de Côco
e quando menos esperava Dorim
gritou deixa o homem ser gordão,
era Tonhão Bioco levando na orelha,
Nego arromba, Diorandes, Zé lacraia,
Gildeon, Juraci, e mais uns 9
estavam atras da moita pra ver
Janúzia na beira do Rio logo o
Marido de Rozinha Porcario soltou
os cachorros, rapaz só vi o mato
deitando, aí topou essa turma
de \"Punh...\" com os brigadores
do futebol, deu pra entender que
parecia um arrastão comtra alguem,
foi um aranzel só, só seu que
nessa confuzão toda, Gêne de Nivaldo
Baiano, que era punh.... também
ficou com a bolota do olho estufado,
Tõe borrola foi parar na delegacia,
com mais uns 5 e no final das
contas a água ficou barrenta e
um poeirão só no meio de campo
e Zé Veloso querendo prender os
adversários, foi um fuzuê da peste.
A sorte é que chegou Derbão preto
que trabalhava com Manoel Mesquita
e atravessou o carro na frente
pensei que ia feder a coisa, mas
terminou que a poeira abaixou,
mas foi bom. Depois eu conto mais... |
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História:
Disco voador
Enviada por: Maria
Rosa
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Essa é muito boa! Certa vez lá
pelas tantas da madrugada, Alcino
Carroceiro esta vindo de um cabaré
que existia na região, e lá passava
por um alto capinzal e resolveu
sotar o BARRUAM, e lá em posição
de defecar ele acendeu um cigarro
raizeiro e ficou pitando dentro
desse capinzal, nesse momento
passava Tõe Advogado, que viu
uma luizinha acendendo e apagando,
pessou em ser um disco voador
e resolveu fazer contato: Atenção!
Atenção! Disco voador, aqui é
Tõe fazendo contato pode falar;
respondeu uma voz lá de dentro
do capinzal: Atenção! Atenção!
Aqui é Alcino Corroceiro pitando
e cagando, vai embora e deixe
- me cagar em paz. |
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História:
Fuzuê no bar de
Rumão
Enviada por: Digulira
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Oi
pessoá sou eu digulira aqui do
lageado, sou primo de Miguel Pé
de Pipa e fui casado com a irma
de Raimudim doido.
Esse pessoá mais vei ai deve de
se lenbrar de mim ja dei muito
trabai pras puliça ai nas rua
da cidade, principarmente quando
eu saia mais meu cunhado Raimundim
Doido pra tumar umas pinga ai
nus buteco. Meu cunhado ficava
muito doido, butava um monte de
corda, couro, arami e chucai de
vaca no pescoso e saia zuano ai
na cidade.
Teve um dia que foi o maior fuzuer
ai, eu e meu cunhado saimu pra
tumar umas e fomu la no ba do
Rumao, tumamo umas quato carrafa
duma tar de fofatoba que tinha
ai, discurpa a espresao da palavra
mais eita pinga fila da puta de
ruim, mais vamo no causo, nois
ja tinha tumado praticamente umas
quato carrafa quando derrepente
chega no buteco um tar de Migué
Pé de Pipa e queria toma a nossa
bendita pinguinha, Raimundim Doido
que ja tava muito doido pegou
no bigodão dele e puxou, ai o
pau cumesou foi cadera vuano pra
todo lado garrafa bateno nas paredi
e estorano, aquele maior aranzé.
Rumao veno o seu buteco sendo
todo lascado pegou Raimundim pelos
fundo da calça e jogou lá no fundo
do Cochá, ele não sabia nadar
rumou a cabeça no pau da ponte
e ficou mais doido do que ja era.
Pegou Migué pé de pipa pelo bigodão
e saiu puchano até na ponte e
chegano la amarrou o bigode dele
na ponte, ele ficou la uns deis
dias amarrado e gritano, foi a
maior ladainha vinha gente de
Coribe, Santa Maria e ate de Salvador
disse que ate dos istados unido
tambem viero so pra ver o homi
amarrado pelo bigode la na ponte.eta
terrinha que era boa. Vou termina
gente que tou chorano de saudade
dai.
Um abraço pra todos. De eu tiver
mais tempo depois eu conto mais
istorinhas pra voceis. |
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História:
Roupa Adequada
Enviada por: Edmundo
Muniz
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Quando lá pelos idos dos anos
70, mais pricisamente em fevereiro-1973,
logo após terminar a 4ª. Serie
primaria em Capitania, fui prestar
exames de "Admissão", para ingressar
no GEM - Ginásio Estadual de Montalvania,
tendo que fazer um "cursinho"
para enfrentar o teste que era
mais difícil do que o concurso
do Banco do Brasil a época, onde
tive como professores Fidelsino
(Geografria e Historia), Chico
"Português" e Valdo de Nestor
(matemática), e em função da boa
preparação fui um dos agraciados
com a aprovação no certame, fato
que não foi nenhuma surpresa devido
a equipe supracidata.
Depois de ter comprovado a minha
aprovação foi o momento de procurar
um lugar para morar, e escolhi
o Hotel Viera e no primeiro dia
de reconhecimento da cidade, vestir
a melhor roupa (confeccionada
por "Zé de Benigo", a mesma da
formatura, ou seja, estava "chic
no último" e fui visitar o point
da cidade que era o Mercado Municipal,
foi quando ao entrar deparei com
Amado escorado no balcão do Bar
de "João Grosso" e Diorandes no
Bar de "Zizú de Miliano", ou seja,
não tinha nenhuma chance de passar
ileso pela dupla, de imediato
Amado exclamou, "Dio"!..., olha
quem está fazendo primeira comunhão?
Capitania...., era como eles me
apelidaram.
Nem cheguei a entrar no mercado
tamanha foi a minha decepção e
voltei ao Hotel e troquei de roupa
e vestir uma camisa "furta cor",
aquelas que usavam em boates e
voltei fazendo o mesmo percurso,
talvez no intuito de provoca-los,
e o troco da dupla foi imediato,
voltando a me abordar e Amado
mais do que de repente chamou
Diorandes e disse.
Olha aqui "Dio"!...."Capitania"
agora já estar é desfilando. Moral
da historia, tive que "forçar"
a amizade com essas duas criaturas
para não ficar mal na "foto",
transformando-os em grandes amigos,
e que me ensinou muito, principalmente
na hora de vestir uma roupa adequada
para cada ambiente e momento.
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História:
Toizim Techeu
Enviada por: Bode
Zé
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Oche, oi uai sô, ocês pensa que
é de lorota essas nossas estórias,
só acredita quem conhece esse
pessoá todo da nossa éra, rsrsrs
mi lembro cuma oje,rsrsrs Estar
sereno é deixar-se alui com as
presepadas de cada momento, conhecendo
e disfrutando de cada instante
e sabendo que Nada é prá sempre.
Essa verecidade vem da Alma e
é dentro de nóis o único centro
permanente que nos inriquece durante
o processo de COMPREENDER que
os bons e os maus momentos da
vida PASSAM e fazem parte do nosso
crescimento espiritual, isso é
verdade, mas vortandoao cardápio,
rsrsrs, mi lembro de um aranzero
uma veiz, rsrsrs era um dia de
final de semana, estava todos
meio afoito porque Pedro Jóia
anunciou q logo na boca da noite
era pra todos isperar napassagem
da ponte do poçõizim, e tava vindo
direto de perto de Belorizont
o deputado Oscar Correa e qui
também vinha uma tá de Gret uma
cantora qui dançava e tirava as
carcinha.
Ajuntou eu, Deográcio Preto, pagamos
Deuca pra levar nois no Monte
Rei que era pra nóis ver primeiro,
chegano lá, já tava lá aquele
povão todo, e inhantes de chegar
lá passamos pelos uns carroceiros
q vinha do tal do ladeirão e lá
tava o Chico de Nois, Crizante,
Toizin techeu também em seu belo
cavalo preto todo arriado íngua
cavalo de cigano, mas não deu
certo vortamo pra montarvana e
esses tal de povo de belorizont
já tava era falando umas coisa
de istrada, de manga pra montarvana
q por cinal até antonte que eu
passei lá está do mermo jeito,
é de lascar vice esse minino,
oi só, nessa muvuca toda Toizin
techeu foi trocar de ropa pra
ver a ta de cantora q jogava carcinha,
Birosca vai e aparece do nada,
sê sabe NE o cara é azarengo pra
dedeu, a tal de cantora só foi
apresentar no outro lado da cidade
lá em cocos, e pra nóis num ficá
na mão.
Pegamo o rumo da tal de Luiz vermêa
que tinha lá perto da casa de
Jazom curador, logo cumeçou a
chegar o pessoa, e já tava meio
lotado, Deduca pé de Loro e Chico
Ribeiro tripa seca, e Alai do
posto era qui comandava, Diográcio
com o seu cabelo cheio de brilhantina
qui copiava de Laurindo, chegou
com Toizim Techeu, foi aí que
surgiu o seu apelido, "TECHEU"
e lá chegando a veis de Diográcio,
o Diorandes como sempre cortava
a fila, e Joaquim increnca disse
logo, só vou deixar porque eu
já fui, e chegando a veis de Toizim,
Helena Cabileira priguntô qui
diabo era qui esse minino tava
caçando lá, ele pegou na ponta
da paree da janelinha e ficando
na ponta do pé, respondeu, " Eu
também quero techeu" aí rapaiz
ela meteu a mão na sacola e tirou
umas balinha e deu pra toizim,
rsrsrs, mais o cara saiu indignado,
bufando iguá um boivei, foi direto
pra beira do Val, e logo di cara
já avistou a bicicleta de Gilvencin,
e contou essa istória, mas rapais
Gilvencio ficou puto e logo trepou
nessa bicicleta e partiu prá lá,
e disse logo õceis tão pensando
qui nóis samo minino, ... dispois
eu falo mais um pouco. abraços.
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História:
Pescaria
Enviada por: Zé
de Deus
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Certa vez foram pescar, Pedrinho
(Montalvão), Formiga (churrascaria)
e Panta (tõe espantado), Pedrinho
e Formiga foram armar as redes
e Panta ficou no acampamento fazendo
o rango, pouco depois Panta ouve
um grito de socorro:
- Socorro Panta! Formiga tá me
comendo.
Panta ficou assustado com a audácia
de Formiga e logo correu para
socorrer o amigo Pedrinho, com
um pau na mão, e pensando, nossa
esse Formiga é ousado mesmo, como
fazer isso com nosso amigo Pedrinho?
Pedrinho insistia em seus gritos:
- Socorro Panta! Formiga tá me
comendo.
Panta correu mais ainda, chegando
lá encontrou Pedrinho todo nu
em um canavial, cheio de formigas
pelo corpo e Formiga o amigo estava
pescando em outra parte do rio.
Moral, Panta entendeu tudo errado!
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História:
Birosca
Enviada por: Peixinho
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Todos que moram aqui em Montalvânia
sabem que Birosca é um sujeito
meio azarado, sempre que falam
BIROSCA fazemos o sinal da cruz.
Um dia estava eu no bar de Róquinha
tomando uma bela de uma pinga,
quando fui cuspir lá fora ia passando
BIROSCA, aí fiz o sinal da cruz,
Róquinha perguntou porque eu fiz
o sinal da cruz, falei que é porque
BIROSCA ia passando, ele então
me disse que BIROSCA era seu pai,
e eu assustado e todo sem graça
falei que não sabia, pedi desculpas
e falei que achava que o pai dele
era Zezão(relojoeiro), aí é que
ele ficou bravo mesmo... |
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História:
Fofa toba
Enviada por: Digulira
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Oi amigos óía nóís travéís. Deu
sordade e num teve geito agente
vai ficano véí e mei bunda mole
né? E as garapa de cana ai ainda
está rancano os fundo das carça
da gente ainda? Teve uns tempo
que eu tava tumano muita fofa
toba ai que num tava mais guentano,
juntava eu e meu cunhado migué
pé de pipa e butava prá lasca,
só tinha um probema, toda veis
que migué sortava um peido ele
tinha que vortá na casa dele prá
troca de carça pruque ficava sem
o fundo, e vou te falá uma coisa,
ele vortava umas deis veis eita
homi que peidava.
Eu acho que eu também ficava mais
doido pruque eu respirava aquele
furdunso dos peido do meu quirido
e inseparável cumpanheiro de goró.
Um abraço prá todos e fiquem com
deus,até a próchima. |
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História:
Uma partida de futebol
Enviada por: Digulira
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AMIGOS DE MONTALVÂNIA,O MEU ABRAÇO.
É COM MUITO CARINHO QUE VOU NARRAR
PARA VOCÊS UM JOGO QUE TEVE
EM MONTALVÂNIA, LEMBRO COMO
SE FOSSE HOJE.
O TIME DE MONTALVÂNIA CONTRA
O TIME DO RABIABODE. O GOLEIRO
TROVÃO METE O BICUDÃO NA BOLA,
CHICO CABURÉ MATA NO PEITO TOCA
PRÁ CRIZANTE DE CHICO DE NÓIS,
CRIZANTE DOMINA A BOLA NA COCHINHA
FAIS UMA GRACINHA E TOCA PRÁ TÉTÉU
QUE DOMINA E TOCA PRÁ nêgo
arronba, arronba lança prá topadinha
que foi fazer uma gracinha o adiversário
meteu-lhe o pé no saco, o juiz
não viu e a bola rola no campo,nisso
topadinha fica caido peidano e
istribuchano no chão.
É subistituido por iroca,
que já entra no campo gritando
prá chico caburé tocar a bola.chico
caburé lascado de raiva porque
o time já tava perdendo de 4x0,
manda iroca tomar no toba ai o
pau comeu.iroca partiu prá cima
de chico caburé com gôsto de gáz.só
vi o puerão, chico caburé pegou
iroca pela perninha e jogou prá
cima, iroca subiu uns 10 mts e
caiu em cima da casa de maciano
pai de dÔdô. e a torcida gritando
e soltando fuguetes,quando acordei
tava todo cagado de tanto ri. |
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